
Tela de Malhoa
Fado Português António Zumaia
Na alma do Lusitano, brilha um estranho lirismo Foi para o mar um profano, mas impôs Portuguesismo.
Habituado à partida, ele inventou a Saudade; Nesse mar que é sua vida, de sofrimento e maldade.
No xaile negro sonhou, seu amor no alto mar… Foi quando o fado cantou, com o seu peito a sangrar.
O fado nossa canção, semeado de tristeza; São ecos do coração, onde habita a incerteza.
Por isso o nosso fado, é canção de sentimento; Que numa voz é chorado, expressando um lamento.
De um amor que partiu, no vento enfunando as velas e na saudade sentiu… Esse mar e as caravelas.
Sines - Portugal
28/03/2008
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