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    October 30

    Triste Nau < ::: António Zumaia :::>

     
     
     
     
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    Triste Nau
    António Zumaia
     
    Entre o céu e o mar profundo,
    numa luta triste e demente;
    A doida revela-se ao mundo,
    que nem os elementos… sente.
     
    Na refrega o mal prolifera,
    rasgando as vagas alterosas
    e a louca nem sequer espera,
    revanche das águas raivosas.
     
    É ódio a lutar com amor,
    no meio de um mar zangado;
    Essa nau louca e sem temor,
    prova assim, da vida o pecado.
     
    Já sem velas proa ao vento,
    cava o destino que escolheu,
    finda no mar, a seu contento;
    Afinal… o ódio venceu.
    Ouve-se na brisa um lamento;
    A triste nau tudo perdeu…
     
    Sines – Portugal
    29/10/2008
     
    NAUS E FADOS
     

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    April 04

    Fado Português António Zumaia

     
     
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    Tela de Malhoa
     
    Fado Português
    António Zumaia
     
    Na alma do Lusitano,
    brilha um estranho lirismo
    Foi para o mar um profano,
    mas impôs Portuguesismo.
     
    Habituado à partida,
    ele inventou a Saudade;
    Nesse mar que é sua vida,
    de sofrimento e maldade.
     
    No xaile negro sonhou,
    seu amor no alto mar…
    Foi quando o fado cantou,
    com o seu peito a sangrar.
     
    O fado nossa canção,
    semeado de tristeza;
    São ecos do coração,
    onde habita a incerteza.
     
    Por isso o nosso fado,
    é canção de sentimento;
    Que numa voz é chorado,
    expressando um lamento.
     
    De um amor que partiu,
    no vento enfunando as velas
    e na saudade sentiu…
    Esse mar e as caravelas.
     
    Sines - Portugal
    28/03/2008
     
     
     

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    June 28

    Nau da Traição . António Zumaia

     
     

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    Nau da traição
    António Zumaia
     
    Em águas bem longínquas navegaste;
    Bem longe desse ser da tua vida…
    A saudade a ele, tu a negaste
    e a tempestade… por ti foi pedida.
    Pobre marinheiro que acreditou,
    no dia… em que a nau abandonou.
     
    Pouco te importa o dano que fizeste;
    Rompes louca, as águas calmas do mar…
    Seguras tonta, o homem que quiseste,
    mas decerto por outro… o vais trocar.
    Insano coração que foi o teu…
    Foste a nau louca, que Deus lhe deu.
     
    Enfrenta o mar ó bravo marinheiro;
    Segura essa nau, que te leva agora…
    Toma o leme, ó bravo timoneiro;
    Da felicidade chegou a hora,
    navega na acalmia e tempestade,
    pois essa tua nau… é a verdade.
     
    A louca nau em outras mãos navega;
    Outras rotas, ela vai percorrer…
    Não te importes que seja louca e cega,
    um dia ela vai compreender…
    Tudo de belo que poderia ter,
    tudo o mar levou… até o esquecer.