
Nau louca... António Zumaia
Já desbragado e louco, num caminho sem saber e me importar tão pouco, se eu vou ou não sofrer.
No rugir da tempestade; Ao hino da acalmia… Já não me importa a verdade; Essa, que ela me dizia.
As amarras se partiram, como louca navegou. Vi seus lábios que sorriram; Desdém, de quem nunca amou.
Velas de força eivadas, num afastar… vilania. De bandeiras desfraldadas, levando o que eu queria.
Caduco foi o meu sonho, pensando que era só minha e num vendaval medonho; Eu perdi… minha rainha.
Foi mulher, minha ternura e Nau perdida no vento. Apenas resta a ventura, quedar-se no pensamento.
Seja a vida tempestade; Reste em mim emoldurada. Seja apenas a saudade, do tanto… que foi amada.
Sines - Portugal
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